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Dança feliz

Dança

A visão dualista que coloca corpo e alma como domínios opostos faz com que, muitas vezes, os educadores vejam o trabalho físico apartado do trabalho intelectual. Com isso, relega-se a dança ao âmbito da “ginástica” ou ao universo da “pura diversão”, como se nada disso pudesse contribuir para o aprendizado e a formação do cidadão. No entanto, alguns estudiosos da dança e do movimento humano, como Rudolf Laban, Klauss Vianna, Gerda Alexander, Angel Vianna, entre outros, entendem a dança como o “pensamento do corpo”, sugerindo que essa visão dualista seja abandonada e que o processo educativo seja tornado mais holístico e produtivo. Como afirma Isabel Marques[1], é possível “pensar dançando e dançar pensando”.

Por isso, a presença da dança na escola não deve ter como objetivo apenas um aprimoramento técnico que forme bailarinos como “fazedores de dança”. Podemos entender o ato de dançar como um dos modos de a pessoa conhecer seu corpo e a si mesma. Nesse sentido, não existem os que “sabem” e os que “não sabem” dançar: a dança é um dos aspectos que compõem a existência de qualquer pessoa, uma vez que o movimento é a base de todas as ações humanas. Nosso corpo, mesmo quando parece estar parado, precisa estar em movimento para estar vivo (esta é, a propósito, uma das questões centrais para muitos artistas da dança contemporânea, que incluem em seus trabalhos a importância do movimento interno dos órgãos e dos fluidos do corpo).

A dança é uma forma de o ser humano se expressar por meio do movimento corporal. É também uma maneira de conhecer o mundo e de interagir com ele e com as outras pessoas. Incorporando a dança às aulas de Arte, é possível explorar nossas possibilidades de movimento e as relações entre tais possibilidades e a expressão individual. Trabalham-se a relação entre os diferentes corpos, e a relação entre o corpo e o espaço. É claro que esse tipo de trabalho estimula a coordenação motora, o equilíbrio e o tônus muscular, além de abrir espaço para o exercício da imaginação, da capacidade lúdica, da socialização e da criação estética.

[1] MARQUES, Isabel. A dança no contexto. São Paulo: Ícone, 1999.

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